Nomes ingleses no Brasil
O Brasil adotou os nomes ingleses em três ondas: os Nelson e Wilson de meados do século, os Anderson e Vanessa dos anos 80, e os Kevin e Emilly dos anos 2000. Alguns chegaram intactos, outros foram reescritos do jeito que o Brasil ouve (Jeferson, Maicon, Deivid), e uma família inteira foi criada aqui mesmo sobre o padrão inglês -son (Adilson, Wanderson, Ederson). Muitos se apoiam no K, no W e no Y, letras que o alfabeto português só oficializou em 2009. Cada nome desta coleção é real, contado no próprio censo do Brasil.
Adilson criação brasileira sobre o padrão inglês «-son»; parte da primeira geração de -son feitos em casa, uma onda dos anos 60 e 70 ao lado de Gilson e Edilson
Alisson variante de Allison, de Alice, «nobre»; no Brasil, um nome sobretudo masculino, grafia da onda dos anos 90 com dois esses
Anderson sobrenome, «filho de Andrew»; o Brasil o transformou em nome próprio e fez dele um dos nomes masculinos que definiram os anos 80 e 90
Charles homem livre
Cleiton Clayton escrito à brasileira, com «povoado de argila» por baixo; no Brasil a grafia fonética supera o original por quase dez a um
Daiane a grafia brasileira de Diane, com a divina caçadora Diana por baixo; uma assinatura brasileira dos anos 90
Deivid David escrito do jeito que o Brasil ouve a pronúncia inglesa, com «amado» por baixo; uma grafia dos anos 2000 que ainda subia no último censo
Denilson criação brasileira, Denis mais o «-son» inglês; um nome da onda dos anos 80 e 90
Douglas rio escuro
Ederson criação brasileira, Éder mais o «-son» inglês; um nome dos anos 80 saído da oficina dos -son
Edilson criação brasileira em «-son» dos anos 60 e 70; irmão de Adilson e Gilson na primeira onda feita em casa
Edson filho de Ede (sobrenome inglês); nome de Pelé, nascido Edson Arantes do Nascimento e batizado em homenagem a Thomas Edison; um clássico brasileiro dos anos 50 aos 70
Elaine forma de Helen, «luz que brilha»; romance arturiano na Inglaterra e um dos nomes femininos que definiram os anos 70 e 80 no Brasil
Elton de um nome de lugar inglês, «vila de Ella»; a fama mundial de Elton John o levou para cima nas listas brasileiras dos anos 80
Emerson filho de Emery
Emilly a versão brasileira de Emily com dois eles, com a Aemilia romana por baixo; a grafia preferida dos anos 2000
Everton nome de lugar inglês, «vila do javali», levado pelo mundo pelo Everton FC; os pais brasileiros levaram o nome do clube para o berço nos anos 80 e 90
Gilson criação brasileira, Gil mais o «-son» inglês; um clássico dos anos 60 e 70, da primeira onda feita em casa
Jackson «filho de Jack», um sobrenome construído sobre a forma medieval e popular de João; presidencial, com ar de blues e sabor de fronteira, liderou a onda de sobrenomes para meninos dos anos 2000 e gerou grafias de Jaxon a Jaxson. Jack vem de brinde
Jailson criação brasileira em «-son» dos anos 70 e 80, da geração feita em casa sobre o padrão inglês
Jeferson grafia brasileira de Jefferson, «filho de Geoffrey»; escrito do jeito que o Brasil ouve, e quase cinco vezes mais comum aqui que o original com dois efes
Jefferson sobrenome que significa «filho de Geoffrey»; cruzou para o Brasil na onda dos sobrenomes virados nomes, onde a grafia Jeferson hoje o supera
Jenifer forma córnica de Guinevere, geralmente traduzida como «fantasma branco»; a grafia brasileira com um n só, maior aqui que a própria Jennifer
Jennifer onda branca, bela
Jéssica Deus vê
Joyce do nome medieval Josse, em última análise do bretão Iudoc, tradicionalmente «senhor»; há muito associado pelo som à palavra inglesa joy («alegria»); um clássico elegante de meados do século XX
Karen pureza
Kelly no estilo de sobrenome, do clã irlandês Ó Ceallaigh; um nome de herança acolhedor tanto para meninos quanto para meninas
Kelvin do rio Kelvin, na Escócia, de origem celta incerta; a escolha brasileira da onda dos anos 2000, um Kevin com um L só dele
Kevin bonito, amado
Lilian variante de Lillian, da flor do lírio; um clássico brasileiro dos anos 70 e 80, com um L a menos que o original
Maicon o jeito brasileiro de escrever Michael, como se fala; um queridinho dos anos 90 que transformou um som americano em um nome totalmente brasileiro
Nélson filho de Neil; presença estável em estilo de sobrenome ao longo das gerações
Pâmela toda doçura
Robson sobrenome inglês, «filho de Rob»; raro como nome próprio na Inglaterra, mas o Brasil o adotou de vez nos anos 70 e 80
Sheila forma irlandesa de Cecília, tradicionalmente «cega» (disputado); uma queridinha brasileira dos anos 70 e 80
Shirley prado luminoso
Sidnei a grafia brasileira de Sidney, com um sobrenome inglês por baixo; um padrão brasileiro dos anos 60 e 70
Suelen uma fusão de Sue Ellen em um nome só, escrita do jeito que o Brasil ouve; os anos de Dallas fizeram dela um sucesso dos anos 80 e 90
Vanessa borboleta
Wallace sobrenome escocês que significa "galês" ou "estrangeiro", do francês normando "waleis"
Wanderson criação brasileira, Wander (como em Wanderley) mais o «-son» inglês; um nome dos anos 90 saído da oficina dos -son
Wanessa Vanessa reescrita com o querido W brasileiro; uma variante oitentista do nome inventado por Jonathan Swift
Washington «povoado da gente de Wassa», o sobrenome do primeiro presidente americano; o Brasil o carregou ao longo do século XX, inclusive num presidente seu, Washington Luís
Wellington nome de lugar inglês, famoso como título do duque de Wellington; o Brasil fez do nome do Duque de Ferro um favorito para meninos nos anos 80 e 90
Wendel o antigo nome germânico por trás do sobrenome Wendell; a grafia brasileira vem subindo desde os anos 90
Wesley «campina do oeste», nome de lugar do inglês antigo; virou nome próprio em homenagem a John Wesley, fundador do metodismo, e o Brasil o abraçou nos anos 80 e 90
Willian variante de William, do germânico wil, «vontade, desejo»; a grafia brasileira padrão, mais comum aqui que o próprio William
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