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Nomes ingleses no Brasil

Como são os nomes ingleses no Brasil?

Anderson vem de um sobrenome inglês que significa "filho de Andrew", enquanto Douglas, usado em inglês, vem de um sobrenome e de um lugar escoceses ligados às ideias de "escuro" e "rio". Os dois aparecem como primeiro nome de moradores do Brasil nos dados do Censo de 2022.

O Brasil adotou os nomes ingleses em três ondas: os Nelson e Wilson de meados do século, os Anderson e Vanessa dos anos 80, e os Kevin e Emilly dos anos 2000. Alguns chegaram intactos, outros foram reescritos do jeito que o Brasil ouve (Jeferson, Maicon, Deivid), e uma família inteira foi criada aqui mesmo sobre o padrão inglês -son (Adilson, Wanderson, Ederson). Muitos se apoiam no K, no W e no Y, letras que o alfabeto português só oficializou em 2009. Cada nome desta coleção é real, contado no próprio censo do Brasil.

Que lugar esses nomes ocupam hojeBrasil

Faz parte deNomes brasileiros · Nomes latino-americanos

Nomes que funcionam em duas línguasinglês e português

Adilson criação brasileira sobre o padrão inglês "-son"; parte da primeira geração de -son feitos em casa, uma onda dos anos 60 e 70 ao lado de Gilson e Edilson
Alisson variante de Allison, de Alice, "nobre"; no Brasil, um nome sobretudo masculino, grafia da onda dos anos 90 com dois esses
Anderson sobrenome, "filho de Andrew"; o Brasil o transformou em nome próprio e fez dele um dos nomes masculinos que definiram os anos 80 e 90
Charles "homem", do germânico Karl (protogermânico *karlaz)
Cleiton Clayton escrito à brasileira, com "povoado de argila" por baixo; no Brasil a grafia fonética supera o original por quase dez a um
Daiane a grafia brasileira de Diane, com a divina caçadora Diana por baixo; uma assinatura brasileira dos anos 90
Deivid David escrito do jeito que o Brasil ouve a pronúncia inglesa, com "amado" por baixo; uma grafia dos anos 2000 que ainda subia no último censo
Denilson criação brasileira, Denis mais o "-son" inglês; um nome da onda dos anos 80 e 90
Douglas rio escuro
Ederson criação brasileira, Éder mais o "-son" inglês; um nome dos anos 80 saído da oficina dos -son
Edilson criação brasileira em "-son" dos anos 60 e 70; irmão de Adilson e Gilson na primeira onda feita em casa
Edson filho de Ede (sobrenome inglês); nome de Pelé, nascido Edson Arantes do Nascimento e batizado em homenagem a Thomas Edison; um clássico brasileiro dos anos 50 aos 70
Elaine forma de Helen, "luz que brilha"; romance arturiano na Inglaterra e um dos nomes femininos que definiram os anos 70 e 80 no Brasil
Elton de um nome de lugar inglês, "vila de Ella"; a fama mundial de Elton John o levou para cima nas listas brasileiras dos anos 80
Emerson filho de Emery
Emilly a versão brasileira de Emily com dois eles, com a Aemilia romana por baixo; a grafia preferida dos anos 2000
Everton nome de lugar inglês, "vila do javali", levado pelo mundo pelo Everton FC; os pais brasileiros levaram o nome do clube para o berço nos anos 80 e 90
Gilson criação brasileira, Gil mais o "-son" inglês; um clássico dos anos 60 e 70, da primeira onda feita em casa
Jackson "filho de Jack", um sobrenome construído sobre a forma medieval e popular de João; presidencial, com ar de blues e sabor de fronteira, liderou a onda de sobrenomes para meninos dos anos 2000 e gerou grafias de Jaxon a Jaxson. Jack vem de brinde
Jailson criação brasileira em "-son" dos anos 70 e 80, da geração feita em casa sobre o padrão inglês
Jeferson grafia brasileira de Jefferson, "filho de Geoffrey"; escrito do jeito que o Brasil ouve, e quase cinco vezes mais comum aqui que o original com dois efes
Jefferson sobrenome que significa "filho de Geoffrey"; cruzou para o Brasil na onda dos sobrenomes virados nomes, onde a grafia Jeferson hoje o supera
Jenifer forma córnica de Guinevere, geralmente traduzida como "fantasma branco"; a grafia brasileira com um n só, maior aqui que a própria Jennifer
Jennifer onda branca, bela
Jéssica provavelmente adaptado por Shakespeare do hebraico Iscah, que significa contemplar
Joyce do nome medieval Josse, em última análise do bretão Iudoc, tradicionalmente "senhor"; há muito associado pelo som à palavra inglesa joy ("alegria"); um clássico elegante de meados do século XX
Karen forma curta dinamarquesa de Katherine, tradicionalmente associada a "pura"; a etimologia original é incerta
Kelly no estilo de sobrenome, do clã irlandês Ó Ceallaigh; um nome de herança acolhedor tanto para meninos quanto para meninas
Kelvin do rio Kelvin, na Escócia, de origem celta incerta; a escolha brasileira da onda dos anos 2000, um Kevin com um L só dele
Kevin bonito, amado
Lilian variante de Lillian (provavelmente diminutivo de Elizabeth, ou elaboração de Lily); um clássico brasileiro dos anos 70 e 80, com um L a menos que o original
Maicon o jeito brasileiro de escrever Michael, como se fala; um queridinho dos anos 90 que transformou um som americano em um nome totalmente brasileiro
Nélson filho de Neil; presença estável em estilo de sobrenome ao longo das gerações
Pâmela toda doçura
Robson sobrenome inglês, "filho de Rob"; raro como nome próprio na Inglaterra, mas o Brasil o adotou de vez nos anos 70 e 80
Sheila forma irlandesa de Cecília, tradicionalmente "cega" (disputado); uma queridinha brasileira dos anos 70 e 80
Shirley prado luminoso
Sidnei a grafia brasileira de Sidney, com um sobrenome inglês por baixo; um padrão brasileiro dos anos 60 e 70
Suelen uma fusão de Sue Ellen em um nome só, escrita do jeito que o Brasil ouve; os anos de Dallas fizeram dela um sucesso dos anos 80 e 90
Vanessa criado por Jonathan Swift para Esther Vanhomrigh; depois deu nome a um gênero de borboletas
Wallace sobrenome escocês que significa "galês" ou "estrangeiro", do francês normando "waleis"
Wanderson criação brasileira, Wander (como em Wanderley) mais o "-son" inglês; um nome dos anos 90 saído da oficina dos -son
Wanessa Vanessa reescrita com o querido W brasileiro; uma variante oitentista do nome inventado por Jonathan Swift
Washington "povoado da gente de Wassa", o sobrenome do primeiro presidente americano; o Brasil o carregou ao longo do século XX, inclusive num presidente seu, Washington Luís
Wellington nome de lugar inglês, famoso como título do duque de Wellington; o Brasil fez do nome do Duque de Ferro um favorito para meninos nos anos 80 e 90
Wemerson forma brasileira de Emerson, com um W no início
Wendel o antigo nome germânico por trás do sobrenome Wendell; a grafia brasileira vem subindo desde os anos 90
Wesley "campina do oeste", nome de lugar do inglês antigo; virou nome próprio em homenagem a John Wesley, fundador do metodismo, e o Brasil o abraçou nos anos 80 e 90
Willian variante de William, do germânico wil, "vontade, desejo"; a grafia brasileira padrão, mais comum aqui que o próprio William
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